Tornado na região Metropolitana de Curitiba deixou danos em cerca de 350 residências

Tornado atingiu a escala F2 em São José dos Pinhais com ventos de até 180 km/h, confirma Simepar

Tornado na região Metropolitana de Curitiba deixou danos em cerca de 350 residências
Tornado na região Metropolitana de Curitiba deixou danos em cerca de 350 residências
Tornado na região Metropolitana de Curitiba deixou danos em cerca de 350 residências
Tornado na região Metropolitana de Curitiba deixou danos em cerca de 350 residências Tornado na região Metropolitana de Curitiba deixou danos em cerca de 350 residências Tornado na região Metropolitana de Curitiba deixou danos em cerca de 350 residências

O tornado que atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no último  sábado dia 10 de janeiro de 2026, apresentou ventos de até 180 km/h e foi classificado como F2 na Escala Fujita, que vai até o nível cinco.

A confirmação foi divulgada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), após avaliação técnica realizada em campo.

De acordo com o Simepar, o fenômeno percorreu aproximadamente um quilômetro, com deslocamento característico de tornado, sem manter contato contínuo com o solo.

A análise foi feita por dois meteorologistas do órgão, que estiveram no município para verificar os estragos e coletar informações que permitiram o enquadramento do evento na escala Fujita, a mesma utilizada em novembro, quando um tornado F4 foi confirmado em Rio Bonito do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná.

Segundo a Defesa Civil Estadual, cerca de 350 residências foram atingidas, impactando aproximadamente 1.200 pessoas.

Neste domingo, o órgão encaminhou 2,6 mil telhas para auxiliar na recuperação dos imóveis danificados. Duas famílias ficaram desalojadas e se abrigaram em casas de familiares. Duas pessoas sofreram ferimentos leves e foram atendidas em unidades de saúde do município.

Além dos danos estruturais, o tornado provocou a queda de árvores e afetou a rede de distribuição de energia elétrica, exigindo a atuação integrada de diferentes órgãos públicos.

O Simepar acompanha o fenômeno desde o momento do registro, inicialmente por meio do sistema de radares meteorológicos.

Também participam do trabalho equipes de geointeligência, que realizam sobrevoos com drones equipados com sensores para levantamento de dados.

Em solo, os meteorologistas percorrem o trajeto do tornado para avaliar a extensão do fenômeno, a distância em que objetos foram arremessados, o tipo de danos causados e coletar relatos de moradores. Imagens de câmeras de monitoramento da região também serão analisadas.

“O trabalho em campo serve para avaliar a região afetada. Dessa forma é possível identificar se os dados realmente estão associados a um tornado, bem como classificá-lo corretamente”, explicou o meteorologista Leonardo Furlan, que participou da avaliação neste domingo.

Fonte: Simepar e Bem Paraná

 

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