Sol forte e falta de chuva já causam morte de lavouras de soja na região
Agricultores relatam perdas significativas após mais de 18 dias sem chuva e temperaturas que chegam a 50°C a campo
A onda de calor que atinge o Oeste do Paraná já provoca danos severos às lavouras de soja em algumas regiões, especialmente onde o solo é mais fraco ou arenoso. Agricultores de áreas próximas ao Rio Piquiri, entre Francisco Alves e Iporã, relatam que a soja está morrendo devido ao forte estresse hídrico.
Segundo produtores locais, a falta de chuva já passa de 18 dias em algumas propriedades, e as altas temperaturas, que chegam a aproximadamente 50°C a campo, aceleram o processo de secagem das plantas. A previsão de colheita era para depois do dia 15 de janeiro, porém o clima adverso antecipou o comprometimento das lavouras e a oleaginosa deverá ser colhida 10 dias antes do prozo de ciclo da planta.
Um dos agricultores afirma que o prejuízo já é inevitável, mesmo que chova nos próximos dias. De acordo com ele, muitas plantas já estão praticamente secas e sem folhas verdes capazes de realizar a fotossíntese, processo essencial para absorção de nutrientes e desenvolvimento da soja. “Nesse caso, não há mais o que fazer, a não ser contabilizar os prejuízos”, lamenta.
As perdas variam conforme o tipo de solo e o estágio de desenvolvimento das plantas, mas a preocupação cresce entre os produtores que enfrentam mais uma safra marcada por extremos climáticos, expecialmente o sol forte e o calor.
Um vídeo enviado a nossa redação comprova a situação relatada pelo produtor rural.
























