Volta às aulas reacende alerta para segurança no transporte escolar no Paraná

Com aumento da circulação de vans, ônibus e micro-ônibus em fevereiro, especialistas reforçam a importância da inspeção veicular e da manutenção preventiva

Volta às aulas reacende alerta para segurança no transporte escolar no Paraná
Assessoria

Com o retorno das aulas em fevereiro, redes públicas e privadas de ensino retomam suas atividades em todo o Paraná.

Paralelamente, cresce de forma significativa a circulação de vans, kombis, ônibus e micro-ônibus utilizados no transporte de estudantes, o que amplia a necessidade de atenção redobrada à segurança desses veículos.

O presidente da Associação Paranaense dos Organismos de Inspeção Veicular (APOIA), Everton Pedroso, destaca que o tema ganha ainda mais relevância diante da dimensão do sistema educacional paranaense.

Somente a rede estadual de ensino reúne cerca de 1 milhão de alunos, além dos estudantes das redes municipais e das instituições particulares.

Segundo Pedroso, uma parcela expressiva desses alunos depende diariamente do transporte escolar para chegar às unidades de ensino.

Em muitos casos, os deslocamentos são longos e realizados por rodovias estaduais, federais e estradas rurais. “Qualquer falha mecânica pode ter consequências graves”, alerta.

Para o dirigente da APOIA, o cumprimento apenas formal da legislação não é suficiente quando se trata de transporte escolar.

Ele ressalta que o início do ano letivo é um período crítico, que exige rigor técnico e responsabilidade permanente. “Estamos falando de um serviço que transporta crianças e adolescentes.

A inspeção veicular não é um procedimento burocrático, mas uma ferramenta essencial de prevenção, capaz de reduzir o risco de acidentes e também de contratação de serviços clandestinos”, enfatiza.

Política pública

Em 2025, o Governo do Paraná informou ter destinado cerca de R$ 250 milhões ao Programa Estadual do Transporte Escolar (PETE), voltado ao atendimento de alunos da rede estadual. A execução do serviço, no entanto, é de responsabilidade das prefeituras, que organizam as rotas, contratam os prestadores e fazem a gestão da frota.

Embora grande parte dos ônibus escolares utilizados pelos municípios seja proveniente de programas do Governo do Estado, Pedroso ressalta que isso não isenta os gestores municipais da obrigação de manter os veículos em perfeitas condições técnicas e com a inspeção veicular em dia. “A origem do veículo não garante segurança. O que garante segurança é a inspeção técnica periódica, aliada à manutenção preventiva e à fiscalização contínua”, conclui.

Assessoria

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